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sábado, 24 de março de 2012

A Abrangência Do Psicólogo Em Recursos Humanos
Quem limitar as funções do psicólogo numa empresa, apenas enxergando as já tradicionais áreas de Treinamento e Recrutamento e Seleção, desconhece o leque de atuações possíveis, em parceria com vários setores internos da instituição, demandando deste profisional.


Quem limitar as funções do psicólogo numa empresa, apenas enxergando as já tradicionais áreas de Treinamento e Recrutamento e Seleção, desconhece o leque de atuações possíveis, em parceria com vários setores internos da instituição, demandando deste profissional a sua própria especialização, além de variado conhecimento técnico.

Podemos iniciar a nossa exposição tratando sobre a área de Psicologia, seus fundamentos, técnicas e procedimentos usuais, a exemplo de pontos como: percepção, autodesenvolvimento, consciência e visão holística da empresa e do mercado, integração, mudanças, liderança, grupo e conflitos, inteligência emocional, qualidade de vida, testes seletivos, dinâmicas de grupos, entrevistas e observação técnica, podendo com isso, viabilizar a compreensão, cada vez melhor, sobre a totalidade das variadas funções que acontecem dentro da organização. Com esta ótica abrangente acabamos por gerar no grupo de funcionários uma melhor consciência e direcionamento acerca dos principais objetivos que se tem em mira e suas alterações conforme o mercado vai sinalizando, além de novas estratégias adotadas internamente quanto à utilização dos recursos e formas necessárias nestas empreitadas.

Listamos a área fabril e todas as informações técnicas pertinentes ao segmento, que capacita os seus profissionais na confecção ideal de seus produtos, além de outro setor fundamental, muito ligado ao Treinamento, que é a Garantia da Qualidade e toda a rotina procedente, levando em conta especificações contidas em manuais de procedimento, as quais devem ser a leitura mestra dos colaboradores da empresa. Nesses manuais, todas as etapas do processo de fabricação de um determinado produto estão discriminadas, configurando a padronização exigida pelo consumidor, seja ele intermediário ou final. Outro fator vem a ser o entendimento de que, desde a compra das matérias-primas até o produto sendo consumido, o conceito de responsabilidade sobre os que produzem e sustentam uma determinada marca, pois é sobre ela (leia-se sobre si mesmo) que recairão todo e qualquer crédito e débito, por meio da fidelidade do consumidor ou a triste e perigosa situação de queixa pelos mais variados motivos.

Aqui, abrimos espaço para tratar sobre a área de Comunicação e problemas decorrentes, tão sérios que podem levar uma empresa a situações de grande conflito entre os seus colaboradores, pela falta de integração, definição política e objetivos dos departamentos em questão, além da ausência de liderança, entre outras razões. Vivemos, cada vez mais, momentos em que a comunicação decide o rumo de diversas questões, inclusive a sobrevivência empresarial, e nesta perspectiva é fácil perceber o quanto se deve abrir os canais de informação e expressão das pessoas que formam o quadro da organização. Estimular a presença destes itens na empresa, aprender a ouvir e a decodificar novos alfabetos que surgem interna e externamente podem aliviar tensões e facilitar o acesso do que se espera e o que se devolve como resposta, como o desejo do mercado consumidor, que aponta por meio de pesquisas aquilo que deve ser retornado concretamente sob forma de pronto atendimento, agilizando este mesmo processo, em planejamentos e ações conseqüentes, e mais velozes, e também, quebrando paradigmas que entravam oportunidades de ouro. A comunicação dinâmica faz a diferença, e sua compreensão assegura, em boa parte, o sucesso e o bom desempenho de uma empresa.

Caminharemos agora pela área de Saúde e Segurança do Trabalho, que oferecem palestras sobre prevenção de doenças, além de campanhas de vacinação e testes sanguíneos, controle de pressão, etc. Programas sobre segurança do trabalho, treinamentos acerca da prevenção de acidentes e incêndios, CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e as semanas da SIPAT – Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho, oferecendo assim, um ambiente mais adequado e seguro aos colaboradores, contudo, há a necessidade de estimular a prática destes conceitos e ações pertinentes, por meio da conscientização e participação mais efetiva, buscando a vontade em cada um, que o desejo é a mola que dá vida às questões de cunho técnico. Saber é um lado da situação, querer fazer é a condição básica e necessária para se alcançar o êxito.

Estar engajado em alguma ação social será, daqui por diante, fator essencial para todos que buscam o exercício de cidadania e gratificação pessoal e grupal, além do mercado que sinalizará às empresas sobre o dever quanto a estas questões. Assim, o Terceiro Setor e a empresa com responsabilidade social, com as suas mobilizações inerentes junto à comunidade, ganham peso e acabam solucionando parte do desleixo social existente. Ações da ordem de fornecimento de produtos ou prestação de serviço voluntário de seus funcionários, confecção de cartilhas ou manuais de determinados assuntos a serem abordados com a população atendida, etc, devem ser planejadas e organizadas no sentido de capacitar as pessoas envolvidas, dando a este trabalho um perfil mais profissional e duradouro, uma vez que não se trata de caridade, mas de uma proposta séria de colaboração organizada. Trazer consciência aos colaboradores acerca deste fato é parte fundamental e motivadora quando bem compreendida. Vivemos diferentemente de outras épocas onde a força de trabalho humana era somente uma troca do capital pela prestação de serviço, hoje e doravante, saberemos e sentiremos o quanto somos importantes enquanto agentes que transformam e fazem mudar as vidas e empresas nos meios em que existimos.

Para finalizar, sem fechar a porta das possibilidades, como fatores ecológicos e qualidade de vida no trabalho e em casa, apontamos ainda, que um papel importante do profissional em questão, vem a ser, propiciar a autonomia às pessoas da empresa, que crescem dentro da perspectiva de assumir com maior grandeza as suas funções e seus problemas, gerando o desenvolvimento coletivo e dando sustentação nos vários momentos vividos pela organização, bons ou ruins, e estes últimos, que possam ainda, servir de oportunidade para estimular a criação de recursos nunca vistos anteriormente. Este é o ser humano com o seu incalculável potencial de empreender e crescer.

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