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domingo, 29 de julho de 2012

Teorias na psicologia: quanto mais complexas melhor?


Infelizmente esse quadrinho mostra uma realidade nos cursos de psicologia. Vemos alguns autores que escrevem muito sobre nada e acabam sendo reverenciados, como se ser mais complexo o fizesse ser mais verdadeiro.
Acredito que o que falta é conhecimento da ciência em geral: um dos objetivos da ciência é explicar como as coisas funcionam (ou por que as pessoas fazem as coisas que elas fazem) buscando regularidades. Estas regularidades tornam um fenômeno mais fácil de ser compreendido, pois quando conhecemos a lei que o governa podemos prever quando e como este fenômeno ocorrerá novamente, assim como eu sei que  se eu soltar uma bola no ar ela vai cair no chão por causa da lei da gravidade. Isso simplifica as coisas para nós.
Conhecendo as “leis” que governam o comportamento humano (como as leis do reflexo, do reforço, da extinção, etc) eu posso, a partir delas, compreender e modificar o comportamento.
Ou seja, a ciência do comportamento simplifica estes fenômenos explicando-os em leis que nos facilitam a compreender e agir sobre as pessoas. E facilita a tal ponto que eu sou capaz de explicá-las para amigos, colegas, clientes, alunos e leitores deste blog – a ciência deve ser acessível.
Se uma teoria é complexa a ponto de, para eu aprender o básico dela, eu precisar quebrar a cabeça, ler dezenas de livros e confiar mais na autoridade de quem a criou do que nos resultados promovidos por ela, então sinto muito, não é uma boa teoria.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Psicologia da Forma: Gestalt

1) Introdução:
Gestalt: termo alemão de difícil tradução. Os termos mais próximos seriam:
                            Forma
                            Configuração

- Antecessores da Psicologia da Gestalt
                            - Ernst Mach ( 1838-1916)
                            - Christian Von Ehrenfels ( 1859- 1932)

Desenvolveram
Estudo sobre a psicofísica
Com estudos sobre as sensações(dado psicológico)
E espaço-forma-tempo e forma ( dado físico)
( relação entre percepção e forma)

“Quais os processos psicológicos envolvidos na ilusão ótica, quando o estímulo físico é percebido pelo sujeito como uma FORMA diferente da que ele tem na realidade?”

Exemplo do cinema: sensação de movimento = fotogramas estáticos.

2) A percepção:

“ Entre o estímulo que o meio fornece e a resposta do indivíduo,
encontra-se o processo da percepção.

O que percebemos? E Como percebemos?

“Na visão dos gestaltistas, o comportamento deveria ser estudado nos seus aspectos mais globais, levando em consideração as condições que alteram a percepção do estímulo”

Quando vemos uma parte de um objeto temos a tendência a restaurar o equilíbrio da forma: vemos a relação do todo: queremos garantir a compreensão e o entendimento do que estamos percebendo, ou seja, o equilíbrio ( boa-forma). Retalhamos e alinhavamos as suas partes para a apreensão de um padrão-global.

Exemplos da página 61.





OBERVAÇÃO:


Precisamos limpar nossa lente de percepção ( do mundo, do ambiente, do outro, das mídias).
Por que estamos com a lente de nossa percepção embaçada?
Que mecanismos ideológicos ( Ideologia:  falsa concepção da realidade construída pelos interesses dos sistemas sociais, institucionais, e das mídias) estão implícitos em nossa percepção de mundo?
Qual a forma que interpretamos o mundo e a nos mesmos?
Interpretamos o mundo e achamos que o mundo é aquilo que interpretamos?
 Podemos desconstruir esta falsa-percepção? Como?
Quais as conseqüências?



Educação do olhar:
                   Ver o PPS no meu site: WWW.deiserossi.pro.br, clicar em “mensagens” e em “Educar”.
                   Ler, também, no meu site: “Disciplina de 2009”, clicar em “Teoria da Imagem”, depois clicar em “A complicada arte do ver”, crônica, também, de Rubem Alves





3) A boa-forma:

“A Gestalt encontra nesses fenômenos da percepção as condições para a  compreensão do comportamento humano”. A maneira como percebemos um determinado estímulo irá desencadear nosso comportamento”.
“...às  vezes entendemos o ambiente diferente da sua realidade”

Exemplo: cumprimentamos uma pessoa, supostamente conhecida....etc.

Exemplos das figuras a e b da página 62.

“Se nos elementos percebidos não há equilíbrio, simetria, estabilidade e simplicidade, não alcançaremos à boa-forma”. ( ilusão de ótica).

Exemplo da figura-fundo da página 62.

“A tendência da nossa percepção em buscar a boa-forma permitira a relação figura-fundo. Quanto mais clara estiver a forma, mais clara será a separação entre figura e o fundo.”

Quando isto não ocorre não sabemos o que é figura e o que é fund









4) Meio geográfico e meio comportamental

Comportamento é determinado pela percepção do estímulo!!

Estímulo = meio ou meio ambiental.

a)     Meio geográfico:  meio físico, ele é objetivo.
b)    Meio comportamental: é a interação do indivíduo com o meio físico e implica a interpretação desse meio através das forças que regem a percepção ( equilíbrio, simetria, estabilidade e simplicidade.

Ex. cumprimentamos alguém, achando que o conhecemos. Percebemos a realidade de uma forma particular, criada pela nossa mente. Ela é chamada de “realidade” subjetiva”!

Qual a causa do engano? Certamente, há uma semelhança entre as duas pessoas.

“Essa tendência a “juntar” os elementos é o que a gestalt denomina de FORÇA DO CAMPO PSICOLÓGICO”!


5: Campo Psicológico:

O campo psicológico é compreendido como uma tentativa de encontrar a boa forma.

Exemplos da página 64:
a)     Proximidade
b)    Semelhança
c)     Fechamento.

6) Insight:
A aprendizagem possui relação entre o todo e a parte. O todo tem papel fundamental para a compreensão do objeto percebido. Exemplo da página 65 sobre a coca-cola.

Às vezes não conseguimos ver claramente uma situação ( imagem), porque não há uma clara definição de figura-fundo. Quando conseguimos perceber, ver claramente algo...temos um INSIGHT.


7)  Teoria de campo de Kurt Lewin:
Kurt Lewin ( 1890-1947). Ele se baseou na teoria da Gestalt
 para construir a “Teoria de campo”

a)     Espaço vital:  “totalidade dos fatos que determinam o comportamento do indivíduo num certo momento”. O campo psicológico é o espaço de vida em sua característica dinâmica. Leva-se em consideração o indivíduo, o meio e a totalidade dos fatos coexistentes e interdependentes.
b)     Campo:  amizades, os objetivos conscientes e inconscientes, sonhos, os medos etc.
c)      Realidade fenomênica:  como o indivíduo interpreta esse campo. Para Lewin não basta só compreendermos a estrutura da percepção, mas também, a personalidade do indivíduo, os componentes emocionais envolvidos nesta situação, as situações passadas.
d)     Exemplos de grupos: grupos sociais: familiares, alunos, professores, etc.




quinta-feira, 19 de julho de 2012

Psicologia é a ciência que estuda o comportamento humano e seus processos mentais. Melhor dizendo, a Psicologia estuda o que motiva o comportamento humano – o que o sustenta, o que o finaliza e seus processos mentais, que passam pela sensação, emoção, percepção, aprendizagem, inteligência...

A história da Psicologia, cuja etimologia deriva de Psique (alma) + Logos (razão ou conhecimento), se confunde com a Filosofia até meados do século XIX. Sócrates, Platão e Aristóteles deram o pontapé inicial na instigante investigação da alma humana:

Para Sócrates (469/ 399 a C.) a principal característica do ser humano era a razão – aspecto que permitiria ao homem deixar de ser um animal irracional.

Platão (427/ 347 a C.) – discípulo de Sócrates, conclui que o lugar da razão no corpo humano era a cabeça, representando fisicamente a psique, e a medula tria como função a ligação entre mente e corpo.

Já Aristóteles (387/322 a C.) – discípulo de Platão – entendia corpo e mente de forma integrada, e percebia a psiqué como o princípio ativo da vida.

Durante a “era cristã” – quando todo conhecimento era produzido e mantido a sete chaves pela Igreja, Santo Agostinho e São Tomas de Aquino partem dos posicionamentos de Platão e Aristóteles respectivamente.

Em 1649, René Descartes – filósofo francês – publica Paixões da Alma, reafirmando a separação entre corpo e mente. Pensamento que dominou o cenário científico até o século XX. Alguns pesquisadores alegam que essa hipótese assumida por Descartes foi um subterfúgio encontrado para continuar suas pesquisas , desenvolvidas a partir da dissecação de cadáveres, com o apoio da Igreja e protegido contra a Inquisição.

O fato é que no final do século XIX, os acadêmicos da época resolvem distanciar a Psicologia da Filosofia e da Fisiologia, dando origem ao que se chamou de Psicologia Moderna. Os comportamentos observáveis passam a fazer parte da investigação científica em laboratórios com o objetivo de se controlar o comportamento humano. Nesse sentido, os teóricos objetivam suas ações na tentativa construir um corpo teórico consistente, buscando o reconhecimento, enfim, da Psicologia como ciência. 

É neste cenário investigativo que surgem três correntes teóricas: o Funcionalismo, o Estruturalismo e o Associacionismo.

O Funcionalismo foi elaborado por William James(1842/1910) que teve a consciência como sua grande preocupação – como funciona e como o homem a utiliza para adaptar-se ao meio.
No Estruturalismo Edward Titchener(1867/1927) também se preocupava com a consciência, mas com seus aspectos estruturais – percebiam a consciência , isto é, seus estados elementares como estruturas do Sistema Nervoso Central.
O Associacionismo foi apresentado por Edward Thorndike(1874/1949). Seu ponto de vista era que o homem aprende por um processo de associação de ideias – da mais simples para a mais complexa.
No início do século XX, surgem mais três correntes principais,que, por sua vez originaram a diversidade de correntes psicológicas, que conhecemos hoje:

Behaviorismo – surgiu nos EUA com John Watson(1878/1958). Foi conhecida pela teoria S-R, ou seja, para cada resposta comportamental existe um estímulo.
Gestaltismo – surgiu na Europa, mais precisamente na Alemanha, com Wertheimer, Köhler e Koffka, entre 1910 e 1912 e nega a fragmentação das ações e processos humanos, postulando a necessidade de se compreender o homem como uma totalidade, resgatando as relações da Psicologia com a Filosofia.
Psicanálise – teoria elaborada por Sigmund Freud(1856/1939) recupera a mportância da afetividade e tem como seu objeto de estudo o inconsciente.
Hoje, século XXI os conhecimentos produzidos pela Psicologia e a complexidade e capacidade de transformação do ser humano, acabaram por ampliar em grande medida sua área de atuação.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Psicologia, Ciência e Senso Comum

 
Ciência e Senso Comum

As pessoas em geral têm a “sua psicologia”. Usamos o termo psicologia, no nosso cotidiano, com vários sentidos. Por exemplo, quando um amigo chega procurando consolo, usamos de nossa "psicologia" para ouvir e entender os problemas dele. Certamente essa não é a psicologia dos psicólogos, essa psicologia utilizada no cotidiano pelas pessoas em geral, é denominada de psicologia do senso comum.

As pessoas, normalmente, têm um domínio, mesmo que pequeno e superficial, do conhecimento acumulado pela Psicologia científica, o que lhes permite explicar ou compreender seus problemas cotidianos de um ponto de vista psicológico.

Relação Ciência e Senso Comum

O Senso Comum é o conhecimento da vida cotidiana, como sentimos a realidade. Sem esse conhecimento intuitivo, espontâneo, de tentativas e erros, a nossa vida no dia-a-dia seria muito complicada.

“O cotidiano e o conhecimento científico que temos da realidade aproximam-se e se afastam: aproximam-se porque a ciência se refere ao real; Afastam-se porque a ciência abstrai a realidade para compreendê-la melhor, ou seja, a ciência afasta-se da realidade, transformando-a em objeto de investigação – o que permite a construção do conhecimento científico sobre o real.”

O Conhecimento do Senso Comum

O senso comum, na produção desse tipo de conhecimento, percorre um caminho que vai do hábito à tradição, a qual, quando estabelecida, passa de geração para geração. Assim, aprendemos com nossos pais a atravessar uma rua, a fazer o liquidificador funcionar, etc. E é nessa tentativa de facilitar o dia-a-dia que o senso comum produz suas próprias “teorias”; na realidade, um conhecimento que, numa interpretação livre, poderíamos chamar de teorias médicas, físicas, psicológicas etc.

O senso comum mistura e recicla saberes, muito mais especializados, e os reduz a um tipo de teoria simplificada, produzindo uma determinada visão de mundo.

Arte, religião, filosofia, ciência e senso comum são domínios do conhecimento humano.

Quando utilizamos termos como “rapaz complexado”, “menina histérica”, “ficar neurótico”, estamos usando termos definidos pela Psicologia científica. Não nos preocupamos em definir as palavras usadas e nem por isso deixamos de ser entendidos pelo outro. Podemos até estar muito próximos do conceito científico, mas, na maioria das vezes, nem o sabemos. Esses são exemplos da apropriação que o senso comum faz da ciência.

A Psicologia Científica – O que é Ciência?

A ciência compõe-se de um conjunto de conhecimentos sobre fatos ou aspectos da realidade (objeto de estudo), expresso por meio de uma linguagem precisa e rigorosa. Esses conhecimentos devem ser obtidos de maneira programada, sistemática e controlada, para que se permita a verificação de sua validade. A ciência ainda tem uma característica fundamental: ela aspira à objetividade. Suas conclusões devem ser passíveis de verificação e isentas de emoção, para, assim, tornarem-se válidas para todos.

A ciência como um processo: “um novo conhecimento é produzido sempre a partir de algo anteriormente desenvolvido”. Negam-se, reafirmam-se, descobrem-se novos aspectos, e assim a ciência avança.

Objeto específico, linguagem rigorosa, métodos e técnicas específicas, processo cumulativo do conhecimento, objetividade fazem da ciência uma forma de conhecimento que supera em muito o conhecimento espontâneo do senso comum.

Objeto de Estudo da Psicologia

Em determinadas ciências é possível isolar o objeto de estudo, ou seja, tratar o objeto com certa distância. O mesmo não ocorre com a Psicologia: uma Ciência Humana: estuda o homem. Um motivo que contribui para dificultar uma clara definição de objeto da Psicologia é o fato de o cientista — o pesquisador — confundir-se com o objeto a ser pesquisado. Assim, a concepção de homem que o pesquisador traz consigo “contamina” inevitavelmente a sua pesquisa em Psicologia. Portanto, a Psicologia hoje se caracteriza por uma diversidade de objetos de estudo.

Um comportamentalista estudará o comportamento. Um Psicólogo Psicanalista, o inconsciente. Outros dirão: a consciência, e outros, ainda, a personalidade.

“No momento não existe uma psicologia, mas Ciências psicológicas embrionárias e em desenvolvimento.”

A Subjetividade como Objeto da Psicologia

A psicologia colabora com o estudo da subjetividade. Logo, a matéria prima da psicologia é o homem em todas as suas expressões, as visíveis (nosso comportamento) e as invisíveis (nossos sentimentos), as singulares (porque somos o que somos) e as genéricas (porque somos todos assim) – é o homem-corpo, homem-pensamento, homem-afeto, homem-ação e tudo isso está sintetizado no termo subjetividade.

A subjetividade é o mundo das ideias, significados e emoções construído internamente pelo sujeito a partir de suas relações sociais, de suas vivências e de sua constituição biológica; é, também, fonte de suas manifestações afetivas e comportamentais. A subjetividade é a maneira de sentir, pensar, fantasiar, sonhar, amar e fazer de cada um. É o que constitui o nosso modo de ser.

Entretanto, a síntese que a subjetividade representa não é inata ao indivíduo. Ele a constrói aos poucos, apropriando-se do material do mundo social e cultural, e faz isso ao mesmo tempo em que atua sobre este mundo, ou seja, é ativo na sua construção. Criando e transformando o mundo (externo), o homem constrói e transforma a si próprio.

A Psicologia e o Misticismo
A psicologia contribui para a compreensão da totalidade da vida humana. Ela, como área da ciência, vem se desenvolvendo na história desde 1875, quando Wilhelm Wundt criou o primeiro laboratório de experimentos em psicofisiologia, em Leipzig, na Alemanha.

Hoje, a Psicologia ainda não consegue explicar muitas coisas sobre o homem, pois é uma área da Ciência relativamente nova (com pouco mais de cem anos).

Algumas práticas não psicológicas têm sido associadas às práticas psicológicas. O tarô, a astrologia, a quiromancia, a numerologia, entre outras práticas adivinhatórias e/ou místicas, têm sido associadas ao fazer e ao saber psicológico. O verdadeiro cientista deve ter os olhos abertos para o novo. Mas não se deve misturar psicologia com práticas adivinhatórias ou místicas que estão baseadas em pressupostos diversos e opostos ao da psicologia.

Estas não são práticas da Psicologia. São outras formas de saber — de saber sobre o humano — que não podem ser confundidas com a Psicologia, pois:

• não são construídas no campo da Ciência, a partir do método e dos princípios científicos;

• estão em oposição aos princípios da Psicologia, que vê não só o homem como ser autônomo, que se desenvolve e se constitui a partir de sua relação com o mundo social e cultural, mas também o homem sem destino pronto, que constrói seu futuro ao agir sobre o mundo. As práticas místicas têm pressupostos opostos, pois nelas há a concepção de destino, da existência de forças que não estão no campo do humano e do mundo material.

É importante lidar com tais saberes sem preconceito. Tais saberes não estão no campo da Psicologia, mas podem se tornar seu objeto de estudo.

Utilizar a prática mística como acompanhamento psicológico e utilizar tais saberes sem critério científico comprovado implica charlatanismo e desempenho inadequado da profissão, respectivamente.

domingo, 15 de julho de 2012

Construir uma nova Vida em 5 Passos

Na atualidade, para a maioria de nós a vida é incerta, imprevisível e muda a uma velocidade que nos deixa extasiados e inadequados à nova realidade que possamos estar ou vir a enfrentar. Velhos hábitos, velhas forma de fazer e pensar as coisas ou acerca de nós mesmos e do nosso futuro podem ser impeditivos de uma mudança positiva. Podem ser impeditivos para a construção de uma nova vida. Quando tudo muda, pode vezes o mais razoável é mudarmos também. Não será um processo fácil, mas será certamente possível com dedicação e uma forte crença que a construção de uma nova forma de vida é susceptível de poder ser construída.

VOCÊ PRECISA DE UM NOVO COMEÇO?

O passado por vezes pode ser esmagador e igualmente castrador de uma tentativa de começar a estruturar uma nova forma de vida, ou pelo menos mudar algumas áreas de vida, no sentido de não voltar a cometer os mesmo erros e enveredar pelos mesmos comportamentos que fizeram que você chegasse onde chegou. Ainda que este tipo de cenário possa parecer derrotista e a avaliação da sua vida possa ser depreciativa, no reverso da medalha ela transmite uma palavra de esperança. Se foram as suas ações, pensamentos e atitudes que mais contribuíram para a situação em que se encontra neste momento, pode agora, na posse de nova informação fazer diferente. Tem agora a possibilidade de alinhar e mudar um conjunto de pensamentos, comportamentos e atitudes no sentido de construir uma nova forma de sentir, pensar e agir no mundo.
Para que esse novo começo possa ser eficaz e fazê-lo chegar a bom porto é necessário deixar de fazer autosabotagem, deve ponderar acerca das coisas que tem vindo a fazer e que na verdade não se empenhou, não se ajudou a si mesmo, ou talvez até se tenha criticado e punido duramente, sem que com isso melhorasse o quer que fosse.
Para aprofundar o assunto leia: Reinicie a sua vida, deixe de fazer autosabotagem
Não posso de maneira nenhuma dar-lhe indicações específicas acerca do que será melhor para si mesmo, que decisões tomar ou que estilo de vida deverá adotar. No entanto, para a estruturação de um plano e consequente implementação de um conjunto de mudanças que irão permitir edificar uma base sólida para construir uma nova forma de vida, alguns passos importam ser levados em consideração.
criar nova vida
Apresento cinco passos que podem facilitar a estratégia de construção de uma nova vida:

1. DESAPEGUE-SE DO SEU PASSADO CASTRADOR

Você não pode avançar na construção da sua nova vida até que faça tréguas com o seu passado. Não é fácil e pode nem ficar completamente resolvido, mas é importante aceitar as suas perdas, erros, frustrações, decepções e decidir que você está abraçando um novo caminho.  Provavelmente você tem que deixar para trás um negócio, uma casa, um ente querido, um relacionamento, um emprego ou outra coisa qualquer. Mas se deixar, deixe por decisão sua e de bem com a decisão que tomar. Pode ser difícil e surgir algum tipo de sentimento negativo, como sentimento de perda ou sentimento de culpa, no entanto deverá estar seguro que a sua decisão de mudança é aquilo que representa a melhor decisão a tomar. E por isso, ficar de bem consigo e com a sua decisão.
Eu não estou dizendo para você esquecer o seu passado. Estou a dizer que deve investir no desapego do seu passado. Por outras palavras, deve olhar para trás e compreender à luz do seu entendimento na altura e do contexto que vivia que o que aconteceu teve um enquadramento legítimo, ainda que possa não ter sido benéfico para si mesmo ou para outras pessoas. No exato momento que tiver essa noção, pode decidir ser diferente, e não mais condicionar o seu futuro e bem-estar por rancores, ressentimentos ou punições a si mesmo. O passado foi você que o viveu, mas você é mais que esses acontecimentos, você é aquele que analisa o que lhe aconteceu através da sua memória. Mas você não é só memória, também é imaginação. Imagine uma vida melhor para si, mantenha essas imagens na sua mente, faça delas o seu marco orientador. Imagine-se a ser aquilo que pretende e que esteja de acordo com a sua nova forma de estar no mundo.
Dica: Oriente-se por aquilo que é, por aquilo que quer vir a ser, sentir, pensar e agir. Oriente-se conscientemente pela visão da vida que pretende construir e não necessariamente pelo que viveu no seu passado.
Ficar ancorado a um passado estigmatizante, ainda que com toda a legitimidade, por certo não ajudará em nada a que se sinta melhor na sua vida. Na posse dessa percepção, desapegue-se das coisas que lhe retiram capacidade, que lhe retiram esperança, que lhe diminuem o seu humor, que lhe aumentam a negatividade e o ressentimento. Desapegue-se de tudo isso e movimente-se para uma zona mais tranquila onde consiga perspetivar-se mais capaz.

2. DESENVOLVA UMA VISÃO PARA O FUTURO

Antes que você possa construir uma nova vida, você deve especificar na sua mente o que pretende alcançar, o que pretende viver e como. Você precisa de uma visão para o futuro. Desenvolver um plano para a sua vida pode ser difícil. Eu entendo isso. Ter um sonho ou visão para o que você quer é essencial não só para vir a ser bem sucedido, mas também para fazer reajustes que lhe permitam continuar alinhado com aquilo que são os seus objetivos de vida.
Eu desafio-o a começar a pensar nisso, leia: Clarifique a sua visão de sucesso
Assim que  você tenha algumas ideias a surgirem na sua cabeça, é hora de colocá-las no papel. Expressar os pensamentos fora da sua cabeça vai ajudá-lo a organizar-se e a especificar essas mesma ideias.  Não tenha receio de fazer este processo simples, se você não perspetivar a sua vida, certamente ninguém o fará por si, e se o fizessem você poderia não concordar com as escolhas que fizeram para si e por si. Você é o principal accionista da sua vida. Invista e aposte nela. Os dividendos disso serão para si mesmo.
Se você tentou e não conseguiu desenvolver uma visão pessoal, eu recomendo que invista algum do seu tempo na descoberta das suas paixões de vida, das suas mais-valias e dos seus pontos fortes.
Leia:

3. DEFINA METAS REALISTAS

O próximo passo para você construir uma nova vida é converter a sua visão num plano real e exequível. A forma de operacionalizar esse processo é através da definição de metas. Por outras palavras, a sua visão define o seu destino desejado. Os seus objetivos e metas são o seu mapa para chegar lá.
Os objetivos devem ser específicos, mensuráveis, alcançáveis​​, relevantes e oportunos.  E acima de tudo têm de estar contextualizados com a sua própria realidade. Analise os seus objetivos de acordo com este modelo.  Certamente ficarão mais claros na sua mente. Em geral, os seus objetivos não têm necessariamente que colocar uma pressão avassaladora sobre você. Na verdade, se o fizerem, eles irão ser provavelmente contraproducentes. No entanto, devem focalizá-lo na direção certa e impulsioná-lo para o destino desejado.
Para começar, eu recomendo criar pequenas metas ou sub-objetivos. Comece  por conseguir  pequenas vitórias iniciais e crie uma dinâmica adequada ao seu ritmo. Você pode ler sobre como implementar mudanças  para melhorar a sua vida. Como por exemplo: Guia completo para implementar qualquer mudança na sua vida. Agregado à sua preparação para a mudança desejada, importa ter uma estratégia e entender que isso é um processo extremamente importante para se obter sucesso, leia: Planificação e estratégia, duas armas para alcançar o sucesso.
Pode ainda preparar-se de forma adequada para a possibilidade de vir a encontrar alguns obstáculos que dificultem o caminho que perspetivou. Se pretende sentir-se mais preparado e mais confiante para situações que se tornem um obstáculos aos seus objetivos, leia: 5 Dicas para superar as adversidades da vida.
nova vida

4. TOME UM CONJUNTO DE AÇÕES

Ok, depois de ter criado uma visão para o seu futuro e ter estabelecido algumas metas específicas para obter o que deseja, qual é o próximo passo? Certamente será agir. Ter um plano é ótimo, mas para construir uma nova vida, você deve arregaçar as mangas e começar a trabalhar. O trabalho é a sua terapia. O conjunto de ações que você se propuser a realizar vai permitir reerguer-se, enfrentar a sua crise, reavivar a sua paixão pela vida, e consequentemente promover um melhor sentimento. A cada dia, é importante que você vá colocando uma pergunta tremendamente capacitadora e impulsionadora do seu objetivo:
“Qual a menor coisa possível de executar que eu vou fazer hoje e que me coloque mais perto do meu sonho?”
Certifique-se que você executa aquilo que surgiu da pergunta anterior. Caso não consiga passar à ação registe o motivo, incapacidade ou impedimento. Depois pense numa solução e execute numa próxima oportunidade. Sem ação nada se torna material, nada se realiza. Motive-se a si mesmo a agir, a fazer coisas que julgue surtirem efeito. Não coloque as suas expetativas demasiado elevadas, espere fruto do seu trabalho, mas dê tempo ao tempo. Se pelo meio algumas coisas não derem certo, não desespere. Mantenha-se firme na sua visão e tente de novo, eventualmente com outras ações. Experimente, teste, redefina e persista nos seus objetivos.

5. REFORCE-SE A SI MESMO AO LONGO DA CAMINHADA

Finalmente, você precisa cuidar atentamente de si mesmo através de um processo de reforço e recuperação. Num objetivo exigente como construir uma nova vida, o desgaste faz-se sentir. Abalos, recuos, frustrações, angústias, erros, falhas, desmotivação, tudo isto contribui para o consumo da sua energia. É imperativo arranjar mecanismos de compensação. Sem os mecanismos de compensação você correrá enormes riscos, tal qual um atleta que treina duro e recupera pouco.  Comer bem, descansar bastante e comemorar as suas vitórias é um alimento necessário para você mesmo.
É premente impulsionar-se, mas não ignore as suas necessidades físicas e mentais quando você se esforça para reconstruir a sua vida. Isso é um erro enorme.  A não regeneração e recuperação do esforço pode conduzi-lo a algumas debilidades físicas e mentais. Você tem que implementar um sistema eficaz de recuperação e motivação, como todos os bons atletas sabem fazer. Encontre a sua forma e continue a trabalhar. Devagar e a passo certo você pode ganhar esta corrida.
Pode levar semanas, meses ou mesmo anos para construir uma nova vida. Encontrar maneiras de nutrir-se ao longo do caminho é tremendamente relevante para o êxito. Você precisa trabalhar e manter a sua motivação, educação, disciplina e recuperação para garantir o seu sucesso.
Para aprofundar o assunto, leia:6 estratégias para combater o stress

COMEÇAR DE NOVO É POSSÍVEL

Você acredita que pode construir uma nova vida? É possível.  Muitas são as pessoas que acreditam, quando perdem tudo ou algo na sua vida, quando uma catástrofe, infortúnio, doença ou qualquer outra situação que lhe cause um abalo significativo se abate sobre as suas vidas, elas têm a vontade de dar a volta por cima.  Se muitos conseguem, tudo indica que você também pode ser capaz.
Eu desejo-lhe o melhor!
Abraço

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Transtorno Bipolar infantil e no adolescente - como lidar com a bipolaridade em criança?
(Entrevista com Prof Valentim Gentil,
do site do Dr Dráuzio Varella)

No passado, o transtorno bipolar era conhecido pelo nome de psicose maníaco-depressiva, uma doença psiquiátrica caracterizada por alternância de fases de depressão e de hiperexcitabilidade. Nesta fase, a pessoa apresenta modificações na forma de pensar, agir e sentir e vive num ritmo acelerado, assumindo comportamentos extravagantes como sair comprando compulsivamente tudo o que vê pela frente. Sabe-se que os transtornos bipolares estão associados a algumas alterações funcionais do cérebro que possui áreas fundamentais para o processamento de emoções, motivação e recompensas. É o caso do lobo pré-frontal e da amígdala, uma estrutura central que possibilita o reconhecimento das expressões fisionômicas e das tonalidades da voz. Junto dela, está o hipocampo que é de vital importância para a memória. A proximidade dessas duas áreas explica por que não se perdem as lembranças de grande conteúdo emocional. Por isso, jamais nos esquecemos de acontecimentos que marcaram nossas vidas, como o dia do casamento, do nascimento dos filhos ou do lugar onde estávamos quando o Brasil ganhou o campeonato mundial de futebol.Outro componente envolvido com os transtornos bipolares é a produção de serotonina no tronco-cerebral (o cérebro arcaico), uma substância imprescindível para o funcionamento harmonioso do cérebro.

Como lidar com a bipolaridade em criança?


No passado, o transtorno bipolar era conhecido pelo nome de psicose maníaco-depressiva, uma doença psiquiátrica caracterizada por alternância de fases de depressão e de hiperexcitabilidade. Nesta fase, a pessoa apresenta modificações na forma de pensar, agir e sentir e vive num ritmo acelerado, assumindo comportamentos extravagantes como sair comprando compulsivamente tudo o que vê pela frente. Sabe-se que os transtornos bipolares estão associados a algumas alterações funcionais do cérebro que possui áreas fundamentais para o processamento de emoções, motivação e recompensas. É o caso do lobo pré-frontal e da amígdala, uma estrutura central que possibilita o reconhecimento das expressões fisionômicas e das tonalidades da voz. Junto dela, está o hipocampo que é de vital importância para a memória. A proximidade dessas duas áreas explica por que não se perdem as lembranças de grande conteúdo emocional. Por isso, jamais nos esquecemos de acontecimentos que marcaram nossas vidas, como o dia do casamento, do nascimento dos filhos ou do lugar onde estávamos quando o Brasil ganhou o campeonato mundial de futebol.Outro componente envolvido com os transtornos bipolares é a produção de serotonina no tronco-cerebral (o cérebro arcaico), uma substância imprescindível para o funcionamento harmonioso do cérebro.

(Entrevista com Prof Valentim Gentil, do site do Dr Dráuzio Varella)

Transtorno Bipolar na Infância


Mais crianças são tratadas para Transtorno Bipolar do Humor

Por Benedict Carey

Publicado em 03 de Setembro de 2007

Na revista: The New York Times

Até onde o diagnóstico de Transtorno do Humor Bipolar em crianças e adolescentes pode ou não refletir a realidade dos fatos? O artigo traz à luz, pontos importantes e polêmicos sobre a questão.

Pesquisas mostram como aumentou o número de atendimentos a crianças e adolescentes americanos por serem portadores de Desordens Bipolares num período de dez anos, ou seja, de 1994 a 2003. Na verdade, a Psiquiatria está passando por várias reformulações e grandes avanços, principalmente no caso específico da Psiquiatria infantil, onde os estudos e trabalhos de campo e de pesquisa têm sido ainda maiores, com o advento das neurociências e estudos em neuroimagem e genética molecular. Mas o fato é que a polêmica em torno do aumento dos diagnósticos em Psiquiatria tem trazido calorosos debates. Hipóteses as mais variadas têm sido levantadas, como a de que médicos estariam fazendo diagnósticos e tratamentos de modo mais agressivo ou porque o número de novos casos de Transtorno do Humor Bipolar em crianças está aumentando. Ou ainda por conta de um possível superdiagnóstico, ou seja, toda criança atendida que fosse agressiva ou explosiva, já sairia da consulta diagnosticada e tratada como bipolar o que levaria ao surgimento de outras polêmicas, uma vez que o custo de um tratamento para Transtorno do Humor Bipolar pode ser de três a cinco vezes mais caro do que o de outras doenças, como Ansiedade ou Depressão. Ainda mais que tais tratamentos, além de poderem não corresponder aos benefícios esperados, podem gerar efeitos colaterais adversos sérios como o ganho de peso. Motivo real não sabemos, mas verdade é que a magnitude da situação tem dado vez a calorosos debates em torno da questão. Transtorno do Humor Bipolar se caracteriza por alterações intensas do humor e até há pouco tempo se achava que a condição só afetava a adultez, “poupando” os pequenos. Transtorno do Humor Bipolar se caracteriza por alterações intensas do humor e até há pouco tempo se achava que a condição só afetava a adultez, “poupando” os pequenos. Pensando sob outro ângulo, alguns Psiquiatras dizem que o Transtorno Bipolar é um problema muito freqüentemente não diagnosticado em crianças e que tal fato merece reflexão e estudo, na medida em que os médicos, conhecendo mais o transtorno, estariam beneficiando aquelas crianças e adolescentes portadoras do transtorno. Dr. John March, chefe de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Universidade de Duke, acha que a situação reflete uma imaturidade nessa área dos transtornos bipolares em crianças. Segundo ele, ainda não há meios de se fazer um diagnóstico com acurácia em crianças pequenas, do ponto de vista do desenvolvimento. Diz também que a maioria das pesquisas mostra que crianças qualificadas para o diagnóstico não apresentariam os sintomas clássicos do transtorno como o estado de mania, ao contrário, tornar-se-iam crianças deprimidas. Dr. Mani Pavuluri, diretor do programa de transtornos do humor da Universidade de Illinois, Chicago, fala que o “rótulo” do Transtorno do Humor Bipolar geralmente é melhor do que qualquer outro diagnóstico que normalmente é feito, para crianças difíceis, ou seja, para aquelas que apresentam ódio, raiva extrema e incontinência afetiva e do humor, emoções insuportáveis para essas crianças, e que era bom que finalmente esses sintomas estavam sendo reconhecidos como parte de uma doença única. Pesquisadores de Nova York, Maryland e Madri analisaram dados de pesquisa do Centro Nacional para estudos epidemiológicos em Saúde com foco em médicos particulares e estimaram um aumento do diagnóstico de Transtorno Bipolar do Humor da ordem de 780 mil, no mesmo período de 1994 a 2003. Dr. Mark Olfson, pesquisador em Saúde Mental da Universidade de Columbia há anos e chefe da atual pesquisa, revelou que foi o aumento mais surpreendente em pesquisa, em período curto de tempo. Ele diz que tal resultado fez o Transtorno do Humor Bipolar mais comum entre crianças do que a depressão. O estudo achou que psiquiatras fizeram quase 90% dos diagnósticos e que 2/3 das crianças eram meninos. Cerca de metade dos pacientes apresentava outras dificuldades mentais, como o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. O tratamento quase sempre incluía medicamentos. Metade deles receberam drogas como a risperidona ou a quetiapina, ambos aprovados para o tratamento da esquizofrenia. E que 1/3 recebeu o estabilizador de humor chamado Depakote. E que psicoestimulantes e antidepressivos também eram usados. A maioria das crianças recebiam combinação de duas ou mais drogas e que cerca de quatro em dez crianças recebiam psicoterapia. O estudo achou que a metodologia usou recursos similares ao do tratamento do Transtorno Bipolar do Humor em adultos.
Especialistas disseram que o aumento dos diagnósticos de Transtorno do Humor Bipolar em crianças e adolescentes reflete vários fatores. Estudos recentes sugerem que sintomas bipolares de fato aparecem mais precocemente na vida de adolescentes e crianças pequenas que desenvolvem os sintomas plenos da doença em idades mais tardias. E que o diagnóstico de Transtorno do Humor Bipolar na Infância e Adolescência dão aos psiquiatras e aos familiares desesperados um tratamento para as chamadas “tempestades afetivas”, verdadeiras “crises de fúria”. Os psiquiatras têm sido encorajados a pensar e pesquisar o Transtorno do Humor Bipolar e várias drogas já estão aprovadas no tratamento em adultos. A risperidona foi aprovada pelo FDA para o tratamento do Transtorno do Humor Bipolar na Infância e Adolescência em agosto de 2007. Não só o Transtorno do Humor Bipolar, mas também o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade e outros transtornos geram controvérsias, com admiradores e opositores. É o caso da Dra. Gabrielle Carlson, da Universidade Stony Brook em Long Island. Ela diz que todos estão “inundados” com divulgações maciças de Laboratórios de remédios dizendo que os médicos não estão diagnosticando o Transtorno Bipolar do Humor e outras coisas. Alguns pais de crianças diagnosticadas como portadoras de Transtorno do Humor Bipolar dizem que o “rótulo” levou a tratamentos efetivos, com o tempo. “Foi uma benção para nós” pois meu filho de 15 anos tendia a explosões de raiva até tomar lítio e risperidona por muito tempo. Agora ele toma só o lítio e é um ótimo estudante. Evidentemente, outras declarações não foram tão otimistas assim. Fato é que ainda temos muito caminho pela frente no que tange ao total entendimento de um transtorno tão grave e tão sério quanto o Transtorno Bipolar do Humor, tanto em crianças, adolescentes e adultos.